Polícias pelo mundo – Capítulo 03: Polícia do Japão
Polícias pelo mundo - Capítulo 03: Polícia do Japão

Uma combinação de leis eficazes, policiamento preventivo, ações comunitárias e educativas fazem do Japão um dos lugares mais seguros do mundo.

O principal organismo de coordenação e organização  da polícia no Japão é a Agencia Nacional de Policia.

A ANP dita regras gerais e não conta, necessariamente, com unidades operacionais. Na verdade, no Japão, existem sete Departamentos Regionais de Polícia e cada um é responsável por um número de prefeituras, onde fará a segurança das cidades pelas quais respondem.

Os Departamentos estão localizados nas principais cidades de cada região geográfica, de forma a tornar mais fácil a abrangência das atividades policiais e facilitar a gestão. 

O funcionamento interno da APN conta com divisões temáticas (agências internas) isto é, seções responsáveis por investigar e lidar com os diversos tipos de crimes, como por exemplo, a Secretaria de Segurança Comunitária e o Departamento de Trânsito.

Os japoneses sempre estão nas melhores colocações de rankings de segurança, como no Índice Global da Paz. De acordo estudos e análises, a média é de 0,28 homicídios para cada 100 mil habitantes no Japão.

Os policiais são conhecidos como omawari-san e estão presentes em todos os lugares públicos e bairros. Apesar de existir apenas um órgão de polícia no Japão, o que, obviamente, exerce ciclo completo, as características militares são notadas logo de início, com o uso de fardamento, por exemplo.

A Polícia no Japão é muito bem aceita e seu sucesso se deve também ao êxito de um projeto de aproximação e participação da sociedade nas questões de segurança pública.

A segurança pública do dia a dia é garantida por um efetivo de aproximadamente 300 mil policiais. São eles que mantêm o laço de confiança da população com a polícia pelo sistema Koban.

Koban é um dos sistema de policiamento comunitário, baseado em instalações físicas fixas, onde os policiais são colocados em territórios delimitados, passando a fazer parte integrante da comunidade e exercendo uma polícia de defesa da cidadania em parceria com a própria comunidade.

A principal premissa do policiamento comunitário é o respeito aos princípios dos Direitos Humanos, norteando os serviços de polícia, em conformidade com as expectativas da comunidade, sendo necessária a participação dos cidadãos, visando a melhoria da qualidade de vida.

Em 2015, Goiás foi representado no Japão durante uma missão envolvendo membros das polícias militares do Brasil. A equipe de 14 representantes brasileiros conheceram a experiência do Japão em policiamento comunitário, visando aprimorar esse modelo na PMGO.

A segurança pública no Japão, fruto do trabalho de Polícia local, é prestada de forma humanizada onde os agentes muitas vezes não utilizam armas de fogo, recorrendo apenas às artes marciais.

A proximidade com a comunidade facilita o trabalho dos agentes, além da cultura local, influências e o tamanho do território, que é pequeno.

Assim, os japoneses consideram a desobediência à lei algo vergonhoso. Os próprios cidadãos têm uma política de policiamento de seus atos e da comunidade muito enraizado, o que torna a realidade do Japão fácil de gerir em questões de segurança.

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