sexta-feira, janeiro 21, 2022
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A Segunda Guerra Mundial começou em 1939, e perdurou até 1945, ficando marcada na história como o maior conflito da humanidade, acontecendo em diferentes locais da Oceania, Ásia, África e Europa.

Protagonizaram esse conflito dois grandes grupos de países, tradicionalmente conhecidos como Eixo e Aliados.

O pontapé das movimentações bélicas surgiu quando forças nazistas alemãs de Hitler invadiram a Polônia, dando início oficial à Segunda Guerra Mundial.

O Brasil passou a participar do conflito três anos após o início, sob o governo do presidente Getúlio Vargas, já que no princípio a intenção era manter-se em neutralidade.

A decisão de participação efetiva do Brasil aconteceu depois de alguns ataques à navios brasileiros. Imbuído por um sentimento de autodefesa, o Brasil firmou um acordo com o presidente americano Roosevelt para a participação do país na Guerra.

Assim, o período de participação do Brasil ficou intitulado como “a história dos pracinhas”.

O primeiro grupo de militares brasileiros chegou à Itália em julho de 1944. Daqui, saíram cerca de 25 mil homens, componentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Ainda, segundo registros, 42 pilotos e 400 homens de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).

As gerações posteriores questionaram o esforço dos soldados brasileiros, afirmando tratar-se de uma tropa que partiu para lutar por uma causa imprópria.

Contudo, há muito tempo, pesquisadores e historiadores encontraram novos documentos e dados, dando aos soldados brasileiros um lugar representativo neste capítulo da história mundial.

É válido pontuarmos alguns marcos e homenagens à respeito da atuação brasileira na maior guerra.

Na batalha, um brasileiro foi enviado para um campo de concentração nazista: o major-brigadeiro Othon Correia Netto. O combatente foi feito prisioneiro e ficou num campo de concentração na Alemanha por cerca de um mês.

Além dele, ganhou destaque o capitão-aviador Alberto Martins Torres, que comandou inúmeras missões de guerra na Itália e de patrulhamento da costa brasileira, sendo considerado o maior piloto da história da aviação brasileira.

Em reconhecimento ao trabalho realizado pelos brasileiros, ainda na 2ª Guerra, várias cidades italianas batizaram ruas e praças de “Brasil”. Na cidade de Pistoia, ainda se conserva o monumento aos pracinhas que morreram em combate, denominado “pracinhas caídos”.

Na Itália, nas regiões onde o Brasil participou efetivamente, as cerimônias de caráter cívico-militar reverenciam a efetiva participação da Força Expedicionária Brasileira na liberação de inúmeras cidades italianas durante o conflito bélico.

Em Gaggio Montano, existe um monumento em homenagem ao Primeiro-Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, do 1º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado, Unidade de Cavalaria que integrava o efetivo combatente da FEB.

Já na cidade de Montese, ocorrem, periodicamente, eventos específicos para reverenciar alguns heróis brasileiros que morreram no cumprimento do dever durante a Segunda Guerra Mundial, dentre eles o Sargento Max Wolf Filho, e o Aspirante a Oficial Francisco Mega, que buscavam a consolidação da conquista da região.

É, inclusive, em Montese, que cerimônias cívicas sempre rememoram a FEB. Recentemente, tal homenagem, realizada no monumento de libertação da cidade, se deu com o canto da Canção do Expedicionário por crianças de escolas municipais.

Em várias cidades da Itália, nas datas alusivas à acontecimentos da 2ª Guerra, homenageiam as tropas brasileiras que lutaram pela liberação destes locais durante a guerra.

Em Staffoli, a Capela de pedra construída por soldados da FEB em dezembro de 1944, foi dedicada à Nossa Senhora de Lourdes e representa a expressão religiosa que confortava os “pracinhas” durante os tempos hostis de guerra.

A relação Itália e Brasil não ficou fortalecida apenas em uma história remota. Recentemente, um tenor italiano chamou a atenção do mundo e, principalmente, dos brasileiros, ao cantar o hino nacional, antes das apresentações do famoso Andrea Bocelli, no Brasil.

Andrea Bocelli, ganhador de diversos prêmios da música, é conhecido por todo o mundo, por ser um dos tenores e compositores mais renomados, além de produzir a música Italiana.

O jovem Davide Carbone, foi entrevistado após prestigiar o Hino do Brasil, e declarou-se apaixonado pela cultura brasileira.

O Brasil é, sem dúvidas, um país memorável nas lembranças da 2ª Guerra Mundial, comemorando, inclusive, o dia da vitória (08 de maio). A história e os registros antigos comprovam toda a bravura brasileira pontuada, principalmente, nos últimos três anos de combate.

Polícia Militar de Goiás: Patrimônio dos Goianos!

Fonte: site “nova escola” e “toda matéria” / fotos: site EB

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